Vitamina D – Como Auxiliar no Tratamento do novo Vírus.

Atualmente, vivemos em uma pandemia provocada pelo novo corona vírus, o COVID-19. Esse vírus tem uma particularidade de provocar alta mortalidade em idosos, principalmente os que apresentam comorbidades como doenças cardíacas e diabéticos, além de pessoas mais jovens com baixa imunidade.

Os idosos podem apresentar baixa imunidade por vários fatores, como o relacionado ao próprio processo de envelhecimento, e a fatores nutricionais que podem ser tratados rapidamente como as deficiências de minerais e vitaminas provocadas pela má alimentação e/ou pela má absorção intestinal (disbiose). Dentre as principais deficiências nutricionais, a deficiência das vitaminas D e B12, e do mineral ferro (anemia) são as mais presentes nos idosos, podendo acometer mais de 70% desse público, e comprovadamente diminuem a sua imunidade.

Nesse artigo vamos focar na vitamina D, sua deficiência e consequências para os idosos.

A deficiência de vitamina D é um importante problema de saúde pública porque baixos níveis de vitamina D no sangue são um fator de risco para alguns distúrbios crônicos e incapacitantes. Em todo o mundo, estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas possuam níveis insuficientes dessa vitamina.

Grupos que estão em risco para deficiência de vitamina D:

  1. Exposição inadequada à luz solar – pacientes hospitalizados a longo prazo, pessoas vivendo latitudes do norte;
  2. Ingestão inadequada – vegetarianos estritos;
  3. Má absorção;

 

 

ESTUDO Deficiência (nmol/L) Insufficiência (nmol/L) Adequado (nmol/L)
  1 – Pearce and Cheetham   <25   25–50   50–75
  2 – Institute of Medicine   <30   30–50   ≥50
  3 – Holick et al   <50   52.5–72.5
  4 – Hanley et al   <25   25–75

 

1 nmol/L=0.4 ng/mL.

 

 

Cientistas da Universidade de Turim recomendam tomar vitamina D para combater a pandemia de coronavírus.

A Itália contabiliza milhares de mortes provocadas pelo COVID-19. Um estudo dos professores de Geriatria, Giancarlo Isaia e de Histologia, Enzo Medico, com dados preliminares coletados em Turim indicam que os pacientes hospitalizados por Covid-19 têm uma prevalência muito alta de hipovitaminose D. O documento analisa as possíveis causas do contágio do Covid-19 e propõe a suplementação da vitamina D, não como uma cura, mas como uma ferramenta para reduzir os fatores de risco.

www.unitonews.it/index.php/it/news_detail/la-carenza-di-vitamina-d-un-fattore-di-rischio- linfezione-da-coronavirus

Conhecendo a vitamina D

A vitamina D faz parte das vitaminas lipossolúveis, ou seja, é solúvel em gordura, e pode se acumular no organismo. Por sua complexidade e pelas diversas ações no organismo, é uma substância que pode ser considerada um hormônio. Estudos realizados no Brasil e no exterior apontaram a importância desta vitamina na prevenção e no tratamento de várias doenças, como: baixa imunidade, doenças neurológicas, câncer, diabetes, osteoporose, obesidade e doenças cardiovasculares, entre outras.

Atualmente é comum a deficiência da vitamina D na nossa população, principalmente naquelas pessoas que não se expõe a luz solar, em particular a radiação ultravioleta de um comprimento de onda específico (290-310 nm) que é a principal fonte de vitamina D para crianças e adultos, portanto, a principal causa de deficiência de vitamina D é a exposição inadequada à luz solar (Holick MF, 2007).

O uso de filtro solar com índice de proteção 30 reduz a síntese de vitamina D na pele em mais de 95% (Hollis BW, 2005). Pessoas com fototipo escuro precisam de exposição solar entre três a cinco vezes mais para sintetizar a mesma quantidade de vitamina D de uma pessoa com pele mais clara (Clemens TL, 1982 ; Hintzpeter B, 2008). Poucos alimentos contêm vitamina D, podendo ser encontrada em quantidades variáveis na manteiga, nata, gema do ovo e fígado, mas as melhores fontes dietéticas são as gorduras de peixes como o salmão e o óleo de fígado de bacalhau. Calcula-se que para um adulto normal, as quantidade obtidas na exposição solar somada as pequenas quantidades ingeridas diariamente sejam suficientes para evitar sua deficiência.

Nos países ocidentais, os níveis plasmáticos de vitamina D são derivados principalmente de duas fontes: produção endógena estimulada pela luz solar na pele, que responde por 80% das necessidades, e ingestão oral (na forma de vitamina D2 ou D3), que fornece os 20% restantes (Webb AR, 1990).

O grupo de especialistas da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) estimou que os níveis séricos de vitamina D em 30 ng/ml (75 nmol /L) são considerados suficientes para prevenir fraturas osteoporóticas em idosos (Bischoff-Ferrari HA, 2008). Estima-se que a maioria dos idosos que vivem em comunidades insitucionalizadas nos Estados Unidos, Canadá e Europa, tenham uma deficiência de vitamina D. A deficiência de vitamina D é particularmente comum na Itália, principalmente em idosos e no inverno, aonde 86% das mulheres italianas com mais de 70 anos têm níveis sanguíneos de vitamina D3 inferiores a 10 ng/ml no final do inverno (Passeri G, 2003 ; Isaia G, 2003). A hipovitaminose D assume aspectos dramáticos em indivíduos institucionalizados ou com outras patologias concomitantes, devido à falta de exposição ao sol e a desequilíbrios alimentares (National Academy Press, 2000 ; Wortsman J, 2000 ; Hollis BW, 2005).

Existe uma associação inversa entre a concentração sérica de vitamina D3 e o índice de massa corporal (IMC) superior a 30 kg/m2, portanto, a obesidade está associada à deficiência de vitamina D (47). Existem outras causas de deficiência de vitamina D: pacientes com síndromes de má absorção e pacientes com sobrepeso geralmente são incapazes de absorver vitamina D, e pacientes com doença renal perdem vitamina D3 na urina (Holick MF, 2007).

Para melhorar a condição de hipovitaminose na população em geral, principalmente os idosos, muitos países optaram pela fortificação alimentar por meio da suplementação de colecalciferol (Lamberg-Allardt C, 2006 ; Calvo MS, 2005) O objetivo do tratamento da deficiência de vitamina D é restaurar os níveis séricos de vitamina D a curto prazo. A SIMFER (Sociedade Italiana de Medicina Física e Reabilitativa) recomenda que os adultos com uma falta acentuada de vitamina D (<10 ng/ml) sejam tratados com 50.000 UI de vitamina D3 uma vez semana durante 8 semanas ou 6.000 UI / dia por 8 semanas, para atingir um nível sanguíneo superior a 30 ng/ml, seguido de terapia de manutenção de 1500-2000 UI/dia (G. Iolascon, SIMFER 2014)). Em pacientes obesos, em pacientes com síndromes de má absorção e em pacientes tratados com medicamentos que alteram o metabolismo da vitamina D, recomenda-se uma dose duas a três vezes maior; pelo menos 6.000 a 10.000 UI/dia de vitamina D para tratar a deficiência e manter um nível acima de 30 ng/ml, seguido de terapia de manutenção de pelo menos 3.000 a 6.000 UI / dia (Wortsman J, 2000)

Efeito da vitamina D no sistema imune

O COVID-19 tem uma particularidade de provocar alta mortalidade em idosos, principalmente os que apresentam comorbidades como doenças cardíacas e diabéticos, além de pessoas mais jovens com baixa imunidade.

Os idosos podem apresentar baixa imunidade por vários fatores, como o relacionado ao próprio processo de envelhecimento, e a fatores nutricionais que podem ser tratados rapidamente como as deficiências de minerais e vitaminas provocadas pela má alimentação e/ou pela má absorção intestinal (disbiose). Dentre as principais deficiências nutricionais, a deficiência da vitaminas D, e do mineral ferro (anemia) são as mais presentes nos idosos, podendo acometer mais de 70% desse público, e comprovadamente diminuem a sua imunidade.

Segundo as conclusões de Mendrano M, et al, o receptor de vitamina D está expresso nas células imunológicas, que são capazes de sintetizar o metabólito ativo da vitamina D. Além disso, a vitamina D tem a capacidade de agir de maneira autócrina e pode modular as respostas imunes inatas e adaptativas (Medrano, M., 2018).

Existem evidências de um papel importante da vitamina D e de seus metabólitos ativos na modulação das funções imunes. A deficiência da vitamina D pode prejudicar a função imune, levando à doenças autoimunes em pessoas geneticamente predispostas e ao aumento do risco de infecções. No entanto, faltam dados sobre os efeitos imunológicos terapêuticos da suplementação de vitamina D quando os níveis de vitamina D já são suficientes (Vanherwegen AS, 2017).

Dentre as doenças autoimunes, a incidência do diabetes tipo 1 (DM1) que leva à destruição imunomediada das células beta pâncreas, resultando na necessidade de terapia com insulina, tem aumentado em todo mundo. De acordo com o estudo realizado por Infante M, et al, a deficiência de vitamina D pode desempenhar um papel na determinação do risco de desenvolver DM1 nos primeiros anos de vida, principalmente em crianças com alto risco genético. Além disso, a deficiência de vitamina D é altamente prevalente em pacientes com DM1. No entanto, os dados sobre suplementação de vitamina D e preservação da função das células beta no DM1 permanecem inconclusivos.

A vitamina D desempenha um papel fundamental na homeostase intestinal e na melhora da imunidade (Fakhoury HMA, , 2020). Isso é muito importante para a saúde dos pacientes idosos, na melhora da sua imunidade e prevenção de doenças infecto-contagiosas.

Vitamina D e vírus HIV

As pessoas que vivem com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) geralmente apresentam hipovitaminose D, que está ligada a um grande número de patologias, incluindo distúrbios imunológicos e doenças infecciosas. A vitamina D (VitD) é um regulador chave da defesa do hospedeiro contra infecções, ativando genes e caminhos que aumentam a imunidade inata e adaptativa.

A deficiência de VitD está ligada a progressão mais rápida da doença pelo HIV e menor tempo de sobrevida, porém, a suplementação de vitamina D nesses pacientes podem melhorar a recuperação imunológica durante a terapia antirretroviral combinada, reduzir os níveis de inflamação e ativação imune e aumentar a imunidade contra patógenos. Além disso, a Vitamina D pode proteger contra o tuberculose pulmonar e diminuir a mortalidade dos pacientes infectados pelo HIV (Jiménez-Sousa, M 2018).

Vírus da dengue

A doença grave da dengue está associada a altas cargas virais e superprodução de citocinas pró-inflamatórias, sugerindo comprometimento no controle do vírus da dengue (DENV) e nos mecanismos que regulam a produção de citocinas. A vitamina D3 tem sido descrita como um importante modulador das respostas imunes a vários patógenos. Evidências crescentes associam a vitamina D à diminuição da infecção por DENV e à recuperação precoce da doença (Arboleda Alzate J., 2017 ; Arboleda JF, 2018)

Martinez-Moreno et al, concluíram que a administração de 4000 UI / dia de vitamina D diminuiu a infecção por vírus da dengue. Essas descobertas apoiam um possível papel da suplementação da vitamina D na melhoria da resposta imune inata contra esse vírus (Martínez-Moreno J., 2020).

Vírus da hepatite C

Nos últimos anos, um corpo crescente de evidências clínicas destacou o risco de deficiência de vitamina D em pacientes com hepatite C crônica. Os níveis baixos de vitamina D estão associados ao curso da infecção pelo vírus da hepatite C (HCV), seus efeitos adversos e resistência aos medicamentos usados no tratamento, além do aumento do risco de infecção em pacientes com cirrose hepática (Jin CN, 2018).

Kalantari, H el al, afirmaram que a deficiência de vitamina D3 apresenta uma relação significativa com as manifestações extra-hepáticas como: dores musculares e articulares, púrpura, vasculites e glomerulonefrites. De acordo com os resultados deste estudo, a manifestação extra-hepática nos pacientes com níveis suficientes de vitamina D3 seria menos possível (Kalantari, H., 2018).

Vírus da Herpes Simples

Em relação aos efeitos da vitamina D nos vírus da herpes, um estudo em células indicou que uma catelicidina diminuiu os títulos virais do HSV-1, que é usado para pacientes com ceratoconjuntivite (Gordon YJ, 2005), além disso, outro estudo celular também mostrou que a suplementação de vitamina D reduz a carga viral do HSV-1 e a expressão do RNAm nas células infectadas pelo HSV-1 (Kumar A, 2018 ; Lin, L. 2019).

 

Conclusão

Como a vitamina D é um modulador importante da resposta imune à infecção viral e o COVID-19 pode provocar uma síndrome respiratória aguda, aumentando a mortalidade. Poderemos salvar milhares de pessoas se conseguirmos prevenir essa síndrome aguda. E segundo uma metanálise que usou dados originais de pacientes de 25 ensaios clínicos randomizados, e mostrou que na população em geral, a suplementação de vitamina D reduziu o risco de infecções respiratórias agudas (Martineau

AR, 2017), fica claro que o uso da vitamina D é fundamental para pessoas infectadas pelo corona vírus, ou para aqueles que tem baixa vitamina D e querem prevenir um agravamento da doença, caso venham a contraí-la.

Muitas vidências surgiram recentemente, relacionando a deficiência da vitamina D com efeitos indesejáveis no sistema respiratório. A partir de várias pesquisa recentes, verificou-se que a suplementação com vitamina D é benéfica na redução de infecções do trato respiratório e na diminuição da frequência de crises de asma (Michael F Holick, 2008 ; Lips P, 2010 ; Palacios C, 2014 ; Borji S, 2016 ; Roth DE, 2018 ; Sarma D, 2019).

Estamos presenciando um verdadeiro caos na Itália, aonde milhares de pessoas, principalmente idosos estão morrendo em consequência do COVID-19.

Vimos anteriormente nesse artigo que a deficiência de vitamina D é comum na Itália, aonde 86% das mulheres italianas com mais de 70 anos têm níveis sanguíneos de vitamina D3 inferiores a 10 ng/ml no final do inverno (Passeri G, 2003 ; Isaia G, 2003), e que pesquisadores de Turim apresentaram um estudo indicando que os pacientes hospitalizados por Covid-19 têm uma alta prevalência de hipovitaminose D, e que a suplementação da vitamina D pode ser uma ferramenta para reduzir os fatores de risco.

Todas essas informações são importantes para que no Brasil, possamos reduzir a morbidade e a mortalidade provocada pelo novo corona vírus. Isso através da suplementação com doses mais altas de vitamina D.

Qual dosagem de vitamina D que pode ser usada para aumentar rapidamente os níveis sanguíneos desse nutriente no nosso organismo?

A vitamina D nunca deve ser usada sem orientação médica, porque ela pode se acumular no organismo e provocar toxicidade.

A forma injetável deve ser a de preferência, dado a dificuldade de absorção de nutrientes por pessoas idosas. A vitamina D injetável poderia ser dada a cada 3 meses, e nesse intervalo poderia ser usado a vitamina D oral em gotas para manutenção. A dosagem deve ser individualizada, e depende da avaliação médica.

Essa suplementação de vitamina D quando associada a uma alimentação saudável, ingestão de 2 a 3 litros de água por dia, e ao tratamento ou profilaxia da anemia ferropriva através do ferro nanoencapsulado associado a outros micronutrientes e ao uso do simbiótico para melhorar a flora intestinal e a disbiose, sem dúvida promoverá uma melhora rápida na imunidade das pessoas, que desta forma estarão preparadas e com maiores chances de vencer essa guerra contra o novo corona vírus.


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