Alimentos ricos em ômega-3 ajudam contra a fibromialgia

A fibromialgia é um problema crônico que causa dor generalizada por longos períodos e afeta principalmente as mulheres. A doença costuma ser acompanhada por fadiga e alterações no sono, na memória e no humor. Normalmente, o tratamento inclui medicamentos, psicoterapia e redução do estresse. Mas, por meio da alimentação também é possível reduzir os sintomas da fibromialgia, sabia?

Segundo o nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo, há comprovações científicas de que uma dieta anti-inflamatória pode ajudar a controlar a doença. “Apesar de a fibromialgia não ser uma doença inflamatória, ela é uma patologia com dor muscular generalizada, que vai necessitar de controle ao longo de toda vida. Nesse sentido, uma alimentação que contribua para diminuir o status inflamatório e que seja equilibrada, no sentido de ser rica em nutrientes, será benéfica”, comenta o especialista.

O médico diz que indivíduos com fibromialgia apresentam normalmente maior nível de estresse oxidativo, ou seja, há uma maior produção de radicais livres e uma atuação insuficiente do sistema antioxidante do organismo em neutralizá-los. Para reduzir o estresse oxidativo, é preciso aumentar o aporte de nutrientes antioxidantes e reduzir outros que têm características inflamatórias, associados inclusive à maior sensação de dor.

“Nesse caso, por meio da redução da ingestão de gorduras pró-inflamatórias, como da carne vermelha, dos laticínios integrais e das frituras. Essas gorduras são muito ricas em ácido araquidônico, com um alto potencial de produção de substâncias inflamatórias no organismo. Por outro lado, vale aumentar o consumo de gorduras poli-insaturadas, que têm efeito contrário e agem justamente modulando as inflamações e a dor. Um exemplo é o ômega-3. Algumas fontes desse ácido graxo são sardinha, atum, salmão, arenque e linguado. Há também a opção de se usar suplementos para elevar os níveis dessa gordura no corpo”, afirma Alexander Azevedo.